AtividadeFonoaudiológica realizada com os alunos do Ensino Fundamental II sobre a arte de falar bem
Muitos alunos apresentam dificuldades quando vão falar em público, quando vão apresentar trabalhos orais para os colegas da turma, ou alguns gritam na hora do recreio e nas aulas de educação física. A fonoaudióloga Cirana Vasconcelos vem realizando atividades com os alunos da 6º série, em sala de aula, tendo em vista a necessidade de ajudá-los e orientá-los em relação às questões vocais e dicas de oratória.
Alunos fazem Audiometria
A audição é importante para o desenvolvimento linguístico e educacional. Um bom desenvolvimento da linguagem oral e da interação social são consequências da saúde auditiva. Pensando nisso, o Serviço de Fonoaudiologia do Colégio realizou exames de audiometria com o objetivo de detectar possíveis problemas auditivos nos alunos e poder melhor orientar pais e responsáveis na condução de eventuais situações.
Para dar sequência a essa ação, a fonoaudióloga Cirana Vasconcelos encaminhou correspondência aos pais, esclarecendo quanto aos procedimentos que seriam aplicados.
Mediante autorização dos responsáveis, grande número de alunos pôde se submeter à avaliação. À medida que era constatada alguma dificuldade auditiva, os pais eram convocados e recebiam orientações quantos aos procedimentos compatíveis com cada situação.
Colégio Diocesano desenvolve ação que ressalta a necessidade de cuidar da qualidade vocal
Dezesseis de abril é o Dia Mundial da Voz. Com o intuito de sensibilizar os professores sobre a importância da voz na comunicação, o Serviço de Fonoaudiologia do Diocesano de Caruaru, preparou cartazes que estiveram espalhados pelo colégio, informando sobre o dia da voz. Cada professor recebeuuma maçã, por ser uma fruta da ajuda na qualidade vocal.
Uma característica exclusivamente humana, a voz é o produto da necessidade de se comunicar e interagir com os outros. O mau uso ou abuso vocal pode acarretar problemas de saúde e comunicação, sendo a rouquidão um dos principais sintomas. O acompanhamento com um fonoaudiólogo, assim como a prática de cuidados como a ingestão de água, pode facilitar uma boa qualidade vocal.
O Fonoaudiólogo e sua Atuação no Colégio Diocesano
APRESENTAÇÃO
O trabalho do fonoaudiólogico escolar consiste em atuar na área de linguagem oral e escrita, voz, audição e motricidade oral e desempenha o trabalho junto à equipe interdisciplinar com objetivo de criar, de implantar e implementar programas educacionais.
O fonoaudiólogo atua também na área de prevenção e promoção de saúde, dentro da escola, através da elaboração de dinâmicas e atividades apresentadas para os alunos e professores. Sua prática tem como proposta fundamental promover a reintegração do individuo na escola e sua inserção no contexto social, assim como, promover a orientação aos pais e a equipe escolar.
Chupeta: Sim ou Não???
O uso da chupeta foi adquirido culturalmente. Há muitos anos se colocava um embrulhinho de tecido feito com recheio doce ou com açúcar para a criança sugar. Atualmente, a chupeta é uma peça que faz parte do enxoval de quase todos os bebês. As diferentes marcas, formas, cores e desenhos têm despertado uma atração irresistível para o consumo dos pais.
Durante os primeiros meses de vida, os bebês tendem a levar à boca tudo o que eles encontram pelo caminho, inclusive as mãozinhas. É a primeira forma que eles têm à disposição para se conhecerem e também para descobrir o mundo. Além disso, por ser diretamente associado à nutrição, chupar é para o bebê uma extraordinária forma de gratificação. A chupeta o faz lembrar o seio materno, gerador de calor e conforto, além do próprio nutrimento.
A chupeta não é necessária; geralmente os bebês que mamam adequadamente no seio a recusam. Nessa fase inicial, o estímulo à chupeta pode até atrapalhar o aprendizado dos movimentos de sucção do seio. Alguns trabalhos mostram incidências maiores de desmame nas crianças que utilizam chupetas.
O uso constante da chupeta faz com que a língua fique rebaixada, fora da posição normal. Para que a língua se mantenha no local certo, muitas crianças ficam de boca aberta. Isso causa uma série de problemas musculares, de fonação (produção dos sons= fala) e ainda problemas de oclusão (relação dos dentes).
Dicas para os pais
Antes de oferecer a chupeta, quando a criança estiver chorando, lembre-se de que o choro sinaliza que algo está incomodando. Talvez o bebê esteja com fome, molhado, com sono; ou apenas querendo um carinho.
O uso da chupeta deve ser apenas em situação de cansaço e sono. Depois que a criança já dormiu a mesma pode ser guardada.
Evite a retirada da chupeta de forma drástica. A escolha do momento ideal deve ser cuidadoso, pois essa retirada é necessária, porém causa uma sensação de perda para criança.
Tente chamar a atenção da criança para outros objetos, brinquedos e novas atividades.
A chupeta jamais deve ser amarrada ou pendurada ao redor do pescoço do bebê com fita, corrente ou fralda, pois além de haver o risco do bebê ficar sufocado, pendurá-la e deixá-la acessível favorecerá a instalação do hábito.
Prefira chupetas ortodônticas. Elas trazem danos menores à formação do palato, pois apresentam a base mais achatada e permitem melhor oclusão dos lábios.
Desenvolvimento da fala da criança
A fala humana está presente desde o nascimento e se manifesta sob diversas formas: o choro, o grito, o sorriso... E para que a fala exista de maneira correta, é necessária a integração de vários fatores: a aquisição do idioma, desejo ou necessidade de se comunicar e a integração dos órgãos da fala.
Fala é uma aprendizagem, uma ação que se desenvolve ao longo da vida. A família e a escola têm um papel fundamental, pois, para a aquisição da linguagem os fatores biológicos, afetivos e sociais contribuem para formar uma linguagem satisfatória.
Desde o berço, a criança ouve e vê os pais, os adultos, que falam entre si, que conversam com ela, e assim esta tenta repetir, vai exercitando-se até assimilar os sons. Por isso que é muito importante o diálogo. Em casa o pai, a mãe, a pessoa que convive com a criança deve exercitar a fluência da fala. É importante que eles sintam a necessidade de se comunicar e o prazer da fala.
Mesmo os pais que têm pouco tempo para conviver com os filhos podem aproveitar todos os momentos possíveis para desenvolver sua linguagem: ao levá-los à escola, nos momentos das refeições, ao deitá-los, ler histórias para que eles escutem etc.
Pequenas dificuldades na fala da criança são comuns na fase de aquisição e treinamento desta habilidade. As trocas de letras, por exemplo, não devem causar preocupações antes do tempo, nem serem incentivadas, apesar de ficar engraçadinho ouvir o pequenino dizer: figulinha, bobó ( em vez de figurinha, vovó..) numa troca evidente de fonemas. Falar de forma correta é importante para aprender a ler e a escrever.
A fala vem com o amadurecimento, cada fonema tem seu tempo. Existe uma ordem na aquisição dos fonemas. Em geral, aprende-se em primeiro lugar os bilabiais /m/ /p/ /b/ (mamãe, papai, bom). Até quatro anos de idade mais ou menos, a criança já deverá estar articulando os últimos sons a serem adquiridos: são os encontros consonantais e o /r/ vibrante (claro, pirulito, brincadeira). Porém é necessário que se considere que cada criança tem um ritmo de desenvolvimento; sendo assim, algumas podem falar corretamente mais cedo, outras mais tarde.
Os adultos devem passar os padrões corretos para as crianças, sem repreendê-las. Por exemplo, ela chega em casa contando que foi à festa e tomou "tota-tola". Deixe que dê seu recado, no final, responda: "Que bom! Quer dizer que você foi à festa e tomou Coca-Cola..." A repetição não aborrece, pois as crianças gostam de ouvir as mesmas histórias várias vezes. Se você repetir o que contou, não é ofensa nenhuma. O que não se deve fazer é ironizar.
O desenvolvimento da fala é importantíssimo para organizar o pensamento e ajuda os pequenos a entenderem o mundo.
Os Vários Estágios do Aprendizado
De 0 a 2 meses A criança produz sons sem querer, quando sente prazer ou desconforto.
De 2 a 6 meses Começa a emitir sons conscientes e gosta do que faz. A voz da mãe é capaz da acalmá-la.
De 6 a 9 meses Surgem entoações, ritmos e tons diferentes. Por volta dos 6 meses, ela emite sons e começam os balbucios.
De 9 a 12 meses A criança fala quando está sozinha. Entre os 10 e os 12 meses, surgem as primeiras palavras com significado
De 1 ano a 1 ano e meio Compreende palavras familiares, como "mamãe" e "papai". Por volta dos 15 meses, o vocabulário aumenta muito e a criança começa a nomear o que ver. Pode usar uma única palavra para designar várias coisas, como "cachorro" para tudo o quando é bicho. Isso é normal.
De 1 ano e meio a 2 anos Começa a exercer controle voluntário sobre todo o aparelho vocal: boca, lábios, língua, faringe e tórax. Com isso, a dicção melhora. Surgem frases de duas ou três palavras.
Gagueira
Gagueira é um distúrbio da linguagem que se caracteriza por prolongamentos, bloqueios e/ou repetição de sons, sílabas ou palavras na fala.
Nos Estados Unidos, todos os anos, uma pessoa famosa que gagueja é convidada para ser o símbolo da campanha de sensibilização sobre a gagueira.Bruce Willis e Julia Roberts estão entre os nomes de destaque que já participaram, contando sua experiência pessoal e divulgando, com suas imagens e depoimentos, a importância do conhecimento da gagueira como um ponto de partida para a superação dos obstáculos. O mesmo acontece em outras partes do mundo.
A falta de fluência é muito comum nas crianças. Nessa fase, os pequenos estão aprendendo a fala e é natural que cometam alguns erros ao pronunciar palavras e frases - o que não é considerado gagueira. O ato de falar exige precisão, e a criança está adquirindo a linguagem e conhecendo seus movimentos e o próprio corpo. É normal que ela hesite, faça pausas longas e repita palavras, pois é um ensaio da fala.
A insegurança e o medo do ridículo geram tanta pressão que as conseqüências são terríveis: a gagueira se agrava, o aluno se isola e seu rendimento cai. Portanto, a atitude positiva dos alunos e dos colegas de classe é essencial. Todos devem ter paciência e evitar interromper o aluno ou chamar a atenção dele. Quando muito pequeno, ele se importa mais com o que falar do que como fazer isso. Como não percebe se está se expressando corretamente, ele não se sente rotulado nem deixa de conversar. Mas, se o adulto ressaltar os "erros", a criança começa a dar muita importância no seu jeito de falar e fica com medo de abrir a boca outra vez. Isso pode transformar o que seria algo natural da idade em gagueira. É possível que o problema não se agrave e acabe com o tempo, mas a baixa auto-estima, a dificuldade de se sociabilizar e a insegurança podem ficar.
A experiência nos mostra que devemos agir espontaneamente com a pessoa gaga, respeitando e incentivando os outros a fazerem o mesmo. Isso vai ajudá-lo a se sentir aceito e a vontade.
Cirana Vasconcelos
COMO AGIR
Escute com tranqüilidade a pessoa que gagueja;
Procure não completar palavras ou tentar adivinhar o que a pessoa irá dizer;
Tratar a criança como as demais durante uma conversa;
Dar atenção ao que ela diz, e não a como se expressa. Se ela estiver ansiosa, diga que você tem tempo e não a interrompa;
Repetir de forma espontânea o que ela disse, tornando a conversa natural. Ao ver que foi compreendida, ela dará menos importância ao modo como se expressa;
Reduzir a velocidade de sua fala ao conversar com ela, marcando bem as pausas e olhando em seus olhos;
Encaminhe a pessoa que gagueja a um fonoaudiólogo.